De papel

Debaixo da chuva
Minhas lágrimas se confundem
Com as gotas que caem do céu

Águas que lavam e limpam
Fazendo-me lembrar
Que não sou feito de papel

Cale-se!

Cale-se!
Porque agora eu quem vou falar

Todas as suas palavras
Já não possuem mais razão

Se você acha que vou agüentar tudo isso
Fique sabendo que não vou não

Enquanto você diz... Melhor, se contradiz
Me vem uma grande dor de cabeça

Não se esqueça
Que a culpa é toda sua

Agradeça que ainda não esteja na rua
Todos os seus trapos

Eu não sou obrigado
A ouvir essas suas desculpas esfarrapadas

Isso até pode soar como um desabafo
De alguém que te amava

Conjugação verbal perfeita: no passado
Ninguém mandou me trair a troco de nada

Logo eu que sempre te dei tudo
Até mais do que podia

Se eu fosse você, pegaria suas coisas
E iria, de uma vez, embora dessa casa

Porque se não for por bem
Vai ser por mal

Sou capaz de agir de forma anormal
Só pra você sumir

E assumir que nunca me amou de verdade
E também não será agora que vai me amar

Cale-se!
Porque agora eu quem vou ficar

Perecível

Não vou lhe dizer
Que te amarei para sempre
Porque certamente não vou

Te amarei neste agora
No próximo, não sei se estarei aqui
Ou se terei ido embora

Não vou lhe dizer
Que te amarei de janeiro a janeiro
Porque certamente não vou

Te amarei por inteiro
Sendo inteiramente seu
Enquanto durar o nosso amor

Frio (Me aqueça)

Fique aqui comigo
No frio
Me aqueça

Torne meu inverno, verão
Não se esqueça
Que há mais calor em duas mãos

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