Pra quê?

Pra quê fingir que tudo deu certo?

Pra quê acreditar que algo de bom ficou?


Não há palavras suas que meçam seu ego

Se ele o tempo todo mudou


Pra quê se lamentar agora?

Pra quê tentar de novo? Me diz...


Você vai voltar e vai embora

E tudo voará ao vento como pó de giz


Pra quê dizer aos suspiros que ainda me ama?

Pra quê chorar mais uma vez?


Pise, rasgue e jogue nosso amor na lama

Desculpe, mas eu já voltei de vezes mais de três


Agora me diz...

Pra quê?


Liberdade

Quando que se pode gritar
E deixar o silêncio calado?

Quando que se pode beijar
E do seco molhar os lábios?

Quando que se pode mudar?
Até quando se carrega um fardo?

Quando que se pode separar
Pessoas e sílabas: ditongo ou hiato?

Quando que se pode mostrar
A pele pra sair do anonimato?

Quando que se pode amar?
Quando vão deixar a hipocrisia de lado?

Tatuagem

Cada lágrima se transformou em tinta
Em desenho de cicatriz fez-se uma tatuagem
De uma ferida tão de mentira quanto de verdade

Suicídio

Joguei meu amor aos sete ventos

Joguei meu amor aos sete mares

Não devolva-me se ao acaso encontrares


Eu sei que haverá alguém

Quando os meus pés não tocarem o chão

Quando a insanidade não me deixar

Distinguir o sim de um não

Eu sei que haverá alguém


Quando o coração estiver na boca

Quando as lágrimas descerem pelas bochechas

Deixa... minha despreocupação não é à toa

Eu sei que haverá alguém


Quando a tristeza apertar

Quando a saudade despertar

E tomar todo o meu corpo numa noite qualquer

Eu sei que haverá alguém


Quando não houver mais claridade

Quando os caminhos estiverem tortos

E minha pele não corresponder à minha idade

Eu sei que haverá alguém


Quando eu estiver com algum problema

Quando para ele não houver solução

E, assim, precisar de sua mão

Eu sei que haverá alguém

Eu sei que haverá minha mãe


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