História de um lugarejo

Sente a neblina escura que está aqui.
Nesse lugarejo não existe nada além
da brancura acinzentada que vem dali.

Veja as flores murchas,
as árvores com rachaduras
e a grama seca e dura.

Escute a canção do pássaro negro,
do corvo que avisa com assobios
que está longe o seu desejo.

Sente a neblina.
Veja as flores.
Escute a canção.

É a sua última chance.

O lugarejo vai ganhar vida.
Já já começa a chover tinta.
A nuvem-aquarela está vindo.

Agora me dê um sorriso.
Nos dê um sorriso.
Nosso lugarejo, então, é lindo.

3 comentários:

  1. Cara... parabéns...
    Linda poesia...

    Bem profunda, cheia de sentimentos!
    Parabéns!

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  2. No início me senti num cemitério, que depois se transformou em um bosque lindo e florido, ensolarado e com céu azul. Transição fantástica. Gostei muito!

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