Cigana

Ela não tem espaço.
Vive de quadrado em quadrado.
E com uma dança ou um compasso
Gira em torno de sua estrada.

A cigana com rendas vermelhas
Pensa que é garota de fantasia.
A cigana com suingue passista
Pensa que o carnaval é todo dia.

O todo dia é sua estrada;
É seu compasso e sua dança.
É o dormir de barraca em barraco;
É o suor na face branca.

A cigana com jeito menina
Pisa na terra e levanta vida.
Sabe que sorrir felicidade de cigana
Muda o mundo e não se engana.

5 comentários:

  1. Hahahaha... se superando cada vez mais hein!
    Parabéns cara... ficou muito boa!
    Muito msm!

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  2. Captou bem a personagem.. Gostei muito, cara!
    Ah, uma sugestão: já que você gosta tanto de dinossauros, por que não escreve uma poesia relacionada a eles?
    Beijão!

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  3. A poesia ficou legal, pena que não condiz com a realidade das ciganas urbanas que rondam por aí roubando nossos tostões.

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  4. Estou acompanhando suas poesias parabéns, estão ótimas, bjs

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  5. Apaixoneiii por essa!

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